Operação "Kickoff". PSP deteve dez elementos dos No Name Boys por suspeitas de agressões

Operação "Kickoff". PSP deteve dez elementos dos No Name Boys por suspeitas de agressões

A PSP deteve esta quinta-feira dez elementos da claque não oficial benfiquista No Name Boys no âmbito de uma operação policial "de grande envergadura" em Lisboa. Em causa estão suspeitas de agressões antes do jogo de futsal entre Sporting e Benfica em fevereiro.

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Rodrigo Lobo - RTP

A Polícia de Segurança Pública, através da Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa, desenvolveu, desde as 7h00 desta quinta-feira, “uma operação policial de grande envergadura na Área Metropolitana de Lisboa”, lê-se num comunicado da PSP.

A operação resultou de “um inquérito dirigido pela 11ª Secção do DIAP de Lisboa e que visa a investigação da eventual prática de crimes relacionados com a violência no desporto”.

No total foram cumpridos 11 mandados de busca domiciliária e efetuadas dez detenções.

A PSP empenhou vários polícias no terreno, “envolvendo as valências de investigação criminal e de ordem pública”, refere.

“Esta operação tem como alvos elementos do grupo organizado de adeptos No Name Boys, por eventual suspeita de agressões praticadas antes do jogo de futsal entre as equipas do Sporting Clube de Portugal e do Sport Lisboa e Benfica, em 19 de fevereiro deste ano”, explica a polícia.

A PSP acrescenta que “das buscas domiciliárias foi apreendida diversa prova material que será carreada para o inquérito”.

No passado dia 19 de fevereiro tinham já sido detidas 124 pessoas na sequência da rixa entre adeptos do Benfica e do Sporting junto ao Estádio José Alvalade.
Suspeitas de tentativa de homicídio
Em declarações à RTP, o comissário da PSP Tiago Costa explicou que a operação “visa precisamente crimes muito graves, de tentativa de homicídio, de ofensas à integridade física qualificada, para além do crime de participação em rixa, entre outros pelos quais eles já estavam indiciados”.

Através da análise de imagens de videovigilância “foi possível perceber que estes dez detidos não praticaram apenas o crime pelo qual estavam indiciados, mas sim crimes muito mais graves”, detalhou o agente.

Em causa estão agressões como “pontapés na cabeça e agressões com barras de ferro na cabeça das vítimas”.

“Queremos afastar por completo toda a violência dos nossos estádios e dos nossos recintos desportivos e fazer com que o desporto seja sempre um local seguro”, acrescentou o comissário.

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